Como sempre é muito difícil sair um bom filme baseado em quadrinhos, videogames, e desenhos, mas este sim vale a pena.
Mergulhado num mar de imagens geradas digitalmente. Synder conta a trágica historia de Baby Doll (Emily Browning), uma garota acidentalmente mata a própria irmã ao tentar defende-la do padrasto estuprador, logo após morte de sua mãe. Uau! Desgraça pouca é bobagem. O padrasto convence a policia que a menina enlouqueceu, e a interna num hospício. É ali que Baby cria para si mesma uma espécie de realidade paralela que a ajudará a enfrentar inúmeras atrocidades cometidas por Blue (Oscar Isaac), o corrupto diretor do estranho lugar. A trama é de autoria de Synder.
O uso excessivo de cenários virtuais e imagens digitais costuma dividir a plateia. De um modo geral, os mais jovens ficam fascinados com a profusão de cores, luzes, criaturas, monstros e movimentos inimagináveis de lutas intermináveis. Por outro lado, os menos jovens tendem a não embarcar no estilo. Sucker Punch não foge à regra: é grande a probabilidade do filme ser cultuado pelos geeks,nerds ou simplesmente “jovens em geral”, e ser repudiado por cinéfilos mais puristas ou simplesmente conservadores.
Mesmo porque, não bastasse o universo paralelo que a protagonista cria em sua mente para fugir dos horrores do hospício, esta mesma realidade virtual ainda se desdobra numa outra dimensão dentro da própria história criada por Baby, algo como uma meta-meta linguagem. Nada que não dê para compreender para quem já viu A Origem, mas talvez uma viagem a mais que os menos permeáveis podem considerar excessiva.
Aliás, “excessivo” é a palavra que dá o tom do filme. Tudo é grandioloquente, do sofrimento de Baby às batalhas de estética medieval. Sucker Punchenche os olhos e aguça os sentidos. Mas provoca uma overdose de sons e imagens que não encontrará, necessariamente, ecos de conteúdo ao final da projeção.
Um filme que classifico com...


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