No filme, um grupo de operários de um posto remoto de extração de petróleo no Alasca é vítima de um acidente de avião enquanto voltavam à civilização. Os sobreviventes encontram-se em um descampado gelado, a centenas de quilômetros de qualquer ajuda e sem possibilidade de resgate. Liam Neeson vive o atormentado Ottway, um oficial de segurança que assume a liderança do grupo. Mas o clima deixa de ser o único desafio quando uma matilha de lobos famintos se aproxima.
A Perseguição é o mais tenso e minimalista dos filmes de Carnahan, alternando a espera amedrontadora do próximo ataque com momentos de diálogo introspectivo, que revela aos poucos de que são feitos os personagens. O equilíbrio é preciso durante metade do filme: no momento em que esquecemos do perigo, uma nova incursão lupina acontece - como se o próprio espectador estivesse ali, ao redor da fogueira, tentando sobreviver.
O problema é quando a instrospeção descamba para o existencialismo, com debates sobre deus e fé, com os personagens precisando se confrontar com seus inevitáveis destinos. Do meio ao final de A Perseguição, a ameaça dos lobos fica mais distante e o falatório mais intenso, óbvio e menos interessante. Liam Neeson dando uma de Tenente Dam (Forrest Gump) simplesmente não combina...
Parece que Carnahan buscou aqui amadurecer seu cinema, saindo do estúdio e exigindo mais dos atores e efetivamente entregando um resultado que tem algo a dizer, ainda que tenha se atrapalhado um pouco em suas pretensões. Em A Perseguição, nem sempre a sobrevivência é desejada, mas apenas necessária, ideia que por si só já é melhor do que boa parte da cinematografia do cineasta.
Um filme que classifico com...


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