Devo confessar a vocês, que é uma sensação inimaginável ver os letreiros amarelos subindo em pleno 2015.
Em 17 de dezembro de 2015 no Brasil e Portugal, e em 18 de dezembro nos Estados Unidos, chegava aos cinemas, Star Wars: Episódio VII, sendo o sétimo filme da saga a ser rodado, embora o primeiro da nova trilogia. Aclamado pela crítica e público, tornou-se a maior estréia da história, com $529 milhões de dólares arrecadados no primeiro fim de semana. Em apenas 12 dias, chegou a um bilhão de dólares arrecadados ao redor do mundo, o filme mais rápido da história a chegar a este valor.
[Aviso: Toda a crítica tem spoiler]
É evidente que J. J Abrams não teve uma missão fácil, ao fazer com que esta produção agradasse as novas gerações e ao mesmo tempo agradar aos fãs quarentões da franquia.
O antigo Império foi destronado pelos esforços da Aliança Rebelde, mas deu origem a uma nova força de opressão, a facção chamada Primeira Ordem, que conta um quantitativo ainda mais numeroso de stormtroopers e maior aporte tecnológico em sua tarefa de dominar a galáxia e aniquilar a Resistência, formada pela antiga Aliança Rebelde. Um dos superiores de guerra da Ordem é Kylo Ren, um guerreiro que aparentemente flerta com o Lado Sombrio da Força. Sua comitiva aporta no arenoso planeta Jakku atrás da unidade robótica esférica BB-8 que contém uma valiosa informação, de importância fundamental tanto para a Resistência quanto para a Primeira Ordem… É quando um desenrolar de acontecimentos faz cruzar os caminhos de Poe Dameron um habilidoso piloto da Resistência, um stormtrooper desertor Finn, uma sucateira órfã Rey e o droid BB8. Eles devem fugir da Primeira Ordem e combater seus planos de dominação que contam com um terrível poder de destruição jamais visto… mas não estarão sozinhos, contarão com a ajuda de novos personagens como a simpática negociante Maz Kanata, e ainda com as mais queridas personalidades de toda a franquia: Leia Organa, Han Solo e Chewbacca. No entanto, a maior missão será uma busca através do espaço que poderá pender a Força para um dos lados e determinar o destino de toda uma galáxia…
Após discutir sobre o longa com meu amigo Alexandre, percebi que várias partes do filme são retiradas de outros episódios...Ora retirados de “Uma Nova Esperança”, que seguem a trilha da mesma Jornada do Herói de Joseph Campbell, apenas com a novidade de que, dessa vez, na jornada encontramos uma heroína. Temos novamente um androide enviado pelo lado rebelde no intuito de localizar um guerreiro recluso.
O primeiro protagonista a surgir na trama em meio a um massacre do vilarejo, onde soldados matam friamente todos os habitantes sob o comando de Kylo Ren. É Finn, um dos stormtroopers que busca por redenção, se recusando a matar logo em sua primeira missão. Além desse dilema, ele ainda é um personagem cômico e suas interações com BB-8 garantem os momentos mais divertidos do longa. Uma coisa muito legal neste filme é que finalmente os stormtroopers conseguem matar alguém kkkkk, treinaram demais a pontaria, rs!
A segunda protagonista é Rey, interpretada por Daisy Ridley que brilha em todas as suas cenas, esta personagem já inicia com uma bela sacada, onde veste roupas semelhantes à de Luke e Anakin, ela é esperta, independente, e boa de briga, rs! Além disso Rey, ainda se mostra uma sensitiva poderosa para a Força. Particularmente eu achei isto um ponto fraco do filme, pois seu poder evolui muito rápido sem nenhum treinamento Jedi, fazer o que neh? Nada é perfeito...
Mas e o vilão Kylo Ren???? Filho de Han Solo e Leia, ele se chama Ben Solo e foi treinado desde cedo por Luke Skywalker. Kylo Ren kkkkkk, na boa é uma simples paródia de Darth Vader, nem um tema a altura o coitadinho ganhou. Sua participação é quase uma ponta, para falar a verdade é um violãozinho bem mimado, cheio de chilique. Mas ainda sim protagonizou uma das cenas mais polêmicas de toda a saga, a morte de seu próprio pai. Han Solo se despede de seu herdeiro em sangue, de maneira digna. O sacrifício heroico que Harrison Ford sempre quis para o personagem desde o episódio V, finalmente tornou-se realidade através da visão de Abrams. E de novo outra cópia da franquia, a do “perigo nas alturas”, sempre que dois personagens dialogam numa estrutura suspensa acontece algo grave ou morte.
Se Solo vai embora..., temos o retorno de Luke Skywalker.
Para o público jovem um convite. Para os fãs de longa data uma promessa.
Mas como todos os filmes da saga, O Despertar da Força não foi feito para ser “pensado”, mas apenas “sentido”.
Uma mega produção que classifico com...


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